Muitos costumam pensar que suas atitudes, pensamentos e ideias são gerados por si próprios, sem a influência de outras pessoas. Mas, na verdade, não é bem assim. Tudo isso está intimamente ligado às amizades e ao círculo social que nos envolve.
As pessoas que fazem parte do nosso círculo familiar ou de amigos podem nos influenciar a comer mais, beber mais, a nos vestir de maneira diferente, a nos preocupar menos com o meio ambiente, etc. E tudo isso é feito de uma maneira totalmente natural e inconsciente.
Isso porque sem que muitos percebam o cérebro capta as informações e dicas de pessoas ao redor para ditar o seu comportamento.
A amizade é algo que existe desde os primórdios, e por mais que não pareça, a amizade com outros se tornou em pouco tempo uma necessidade para a vida diária em sociedade. Antes, porém, vale ressaltar que a amizade é a responsável por liberar um hormônio muito importante em nosso cérebro, a ocitocina.
A ocitocina é importante principalmente na relação entre fêmea e macho, tanto no mundo animalesco como em sociedade civilizada. Isso porque a ocitocina faz com que a fêmea desenvolva afeto pelo macho e por seus filhos. Sendo assim, podemos concluir que a ocitocina teve enorme participação na reprodução das espécies com sucesso. Nos humanos, esse hormônio é ainda mais forte, tendo impacto também em machos para que tenham um comportamento mais carinhoso, que é raro no mundo animal.
Ao longo do tempo, a ocitocina passou a ter um papel fundamental nas relações humanas. Isso porque desde as primeiras invenções, os humanos precisaram desenvolver confiança uns nos outros, e para isso, necessitava-se de uma forte amizade. Por meio dessa necessidade a ocitocina transformou algo que era necessário à sobrevivência – a cooperação – em prazer.
Hoje em dia não costuma ser diferente. Apesar de sermos capazes de realizar muitas coisas de maneira independente, é muito mais prazeroso quando estamos com nossos amigos e pessoas que confiamos.Isso porque o seu cérebro está condicionado a fazer alianças. É por isso que procuramos amigos, mesmo que tecnicamente não precisemos deles.
Ter boas amizades vai além de apenas ter boas companhias em algumas ocasiões e momentos em sua vida. Estudos mostram que ter uma vida social “rica” ao envelhecer pode prolongar a estimativa de vida em comparação com aqueles que não possuem a mesma “riqueza” no sentido social.
Além disso, uma boa amizade pode oferecer diversos benefícios ao seu cérebro, como:
Mas como então ter e manter boas amizades ao longo da vida? Algumas atitudes podem ajudar com isso, como ter o hábito de se encontrar com seus amigos e amigas para uma atividade coletiva, fazer viagens juntos, buscar ser um bom amigo ou amiga para os outros em qualquer situação, não deixar seus amigos ou amigas sozinhos(as) em momentos difíceis, fazer parte de um clube e com isso procurar fazer novas amizades. Fazendo isso com certeza você estará cercado de pessoas que se importam com você e também estará tendo uma forte aliada à sua saúde, a amizade.