Quantas plataformas de petróleo tem no Brasil?

As plataformas de petróleo são responsáveis pela captação e extração do petróleo do fundo do mar. Sem elas, todo o processo de refino do petróleo e a criação dos combustíveis que utilizamos nos dias atuais seria impossível.

Brasil
Publicado em 24/04/2022 por Alan Corrêa
Quantas plataformas de petróleo tem no Brasil?

Como você deve saber, o Brasil está entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo, contando com um número considerável de plataformas de petróleo por toda a costa brasileira. Mas você sabe exatamente quantas plataformas temos em nosso país? Quais são as maiores? Hoje iremos explicar tudo sobre elas!

Quais os tipos de plataformas?

As plataformas podem ser de perfuração, de produção (quando pode extrair o petróleo e separar óleo, água e gás) ou ter as duas funções. Confira os tipos de plataformas:

  • Plataforma Fixa: plataforma de perfuração e produção. Alcança até 300m de profundidade
  • Plataforma Autoelevável: Plataforma de perfuração. Alcança até 150m de profundidade.
  • Plataforma Semissubmersível: Plataforma de perfuração e produção. Alcança mais de 2.000m de profundidade.
  • Plataforma FPSO: Plataforma de produção, armazenamento e transferência. Alcança mais de 2.000m de profundidade.
  • Plataforma FPSO Monocoluna: Plataforma de perfuração e produção, armazenamento e transferência. Alcança mais de 2.000m de profundidade.
  • Plataforma TLWP: Plataforma de produção. Alcança até 1.500m de profundidade.
  • Plataforma Navio-Sonda: Plataforma de perfuração. Alcança mais de 2.000m de profundidade.

Plataforma fixa de Mexilhão operando na Bacia de Santos (Foto: André Motta de Souza/ Banco de Imagens Petrobras)
Plataforma fixa de Mexilhão operando na Bacia de Santos (Foto: André Motta de Souza/ Banco de Imagens Petrobras)

Antes de mais nada, é importante ressaltar que existem sete tipos de plataformas de petróleo, e não apenas uma como muitos pensam, sendo elas a Fixa, Auto Elevável, Semissubmersível, Navio-sonda, FPSO, FPSO Monocoluna e TLWP.

A plataforma fixa é a mais conhecida entre todas elas, onde possui a função de perfuração e extração, sendo indicada para águas rasas e alcançando até 300 metros. Por conta de ser projetada para longo tempo de funcionamento, é fixada no mar por meio de estacas de aço no fundo do oceano.

As Plataformas auto eleváveis possuem o formato de uma balsa de duas ou três pernas que se deslocam quando necessário, ajudando na perfuração dos poços. Já as plataformas semis submersíveis têm a função tanto de perfuração quanto de produção, podendo ter alcance de mais de 2km de profundidade.

Plataforma autoelevável P-4 operando no litoral de Sergipe (Foto: Michel Rey / Banco de Imagens Petrobras)
Plataforma autoelevável P-4 operando no litoral de Sergipe (Foto: Michel Rey / Banco de Imagens Petrobras)

Tendo a função de perfuração com o mesmo alcance de 2 km, a plataforma Navio-sonda possui sua estabilidade por sensores acústicos e propulsores. As plataformas do tipo FPSO (Floating Production Storage Offloading) são destinadas para produção, armazenamento e principalmente transferência do óleo bruto, sendo utilizada em águas profundas, tendo a plataforma FPSO Monocoluna, mais moderna, como uma vertente da mesma.

Por último, as plataformas do tipo TLWP é o modelo que promete ajudar bastante na exploração do pré-sal. Possui uma profundidade de até 1,5 km, flutuante e possui pernas que se fixam no fundo do mar.

Quantas plataformas operam?

Plataforma semissubmersível P-51 operando no campo de Marlim Sul, Bacia de Campos (Foto: Geraldo Falcão / Banco de Imagens Petrobras)
Plataforma semissubmersível P-51 operando no campo de Marlim Sul, Bacia de Campos (Foto: Geraldo Falcão / Banco de Imagens Petrobras)

No Brasil, temos 155 plataformas que estão operantes, sendo 69 destas próprias para operações em águas profundas (FPSOs), 63 plataformas fixas no Nordeste e outras 23 no sudeste.

Entre estas plataformas, as que mais se destacam pela grandiosidade são a Cidade de Itaguaí, que produz mais de 140 mil barris e 7 milhões de m3 de gás natural diariamente, a Cidade de Maricá com 150 mil barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e, por fim, a Cidade de Saquarema, que fecha a lista das três maiores com 140 mil barris de petróleo e 5 milhões de m3 de gás natural por dia.

Um fato interessante sobre estas três plataformas é que ambas são do tipo FPSO, ou seja, operam em águas mais profundas, e estão localizadas no mesmo campo de petróleo, o Campo de Tupi (ex Campo de Lula), localizado em Santos – SP.

Quem as opera?

Plataforma semissubmersível P-25 operando no campo de Albacora, Bacia de Campos (Foto: Geraldo Falcão / Banco de Imagens Petrobras)
Plataforma semissubmersível P-25 operando no campo de Albacora, Bacia de Campos (Foto: Geraldo Falcão / Banco de Imagens Petrobras)

Como você pode imaginar, das 155 plataformas de petróleo no Brasil, a grande maioria é operada pela Petrobras, mas ainda assim existem outras plataformas sendo exploradas por outras empresas tanto nacionais quanto estrangeiras.

Entre as 69 plataformas de águas profundas, 61 são de domínio da Petrobras, enquanto duas são da Shell e as demais sendo comandadas individualmente por Total, Chevron, Equinor, PetroRio, Dommo Energia e QGEP.

Quando olhamos as plataformas fixas, que operam nas águas mais rasas, todas as 63 localizadas no Nordeste são de propriedade da Petrobrás, porém, quando olhamos para as 23 restantes no sudeste, a Equinor opera duas e a PetroRio mais uma. As outras 20? Todas da Petrobras!

Principais bacias

FPSO Cidade de Paraty operando no campo de Tupi (atual campo de Lula), nordeste da Bacia de Santos (Foto: Steferson Faria / Banco de Imagens Petrobras)
FPSO Cidade de Paraty operando no campo de Tupi (atual campo de Lula), nordeste da Bacia de Santos (Foto: Steferson Faria / Banco de Imagens Petrobras)

Por fim, não podemos deixar de citar as duas maiores bacias sedimentares de nosso país: a Bacia de Santos e a Bacia de Campos! A Bacia de Santos conta com 350 mil km quadrados e se estende de Cabo Frio até Florianópolis, sendo a maior bacia do país e a responsável pelo início da produção do pré-sal.

Já a Bacia de Campos ocupa uma área que vai do Espírito Santo até Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Cerca de 30% de toda a produção nacional sai da mesma, contando com 280 poços produtores em operação além de 25 plataformas operantes.

*Com informações da Petrobras e Gov.BR e CBIE.

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